Escritores falam de suas rotinas na pandemia

Escritores falam de suas rotinas na pandemia

Autores como Mailson Furtado e Ádyla Maciel, aproveitam a quarentena para interagir com outros escritores .

Maílson Furtado,  participou de lives com pessoas que não conhecia pessoalmente, pra ele alguns desses encontros com pessoas distantes ou desconhecidas trouxeram certa partilha de afeto que se mantém.

Vencedor do 60º Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro em 2018, nas categorias Livro do Ano e Poesia com sua obra independente à cidade. O autor  diz que seu ritmo de escrita não se alterou

Meu ritmo de escrita não se alterou por conta da pandemia, embora, claro, afetado por muitas sensações que esta nos trouxe. Escrevi alguns versos, insights, mas pouca coisa que até o momento tenha se alicerçado como obra. Tive a oportunidade de variar leituras que foram desde clássicos até trabalhos contemporâneos, cada um dos, influenciando-me dalgum modo. A quarentena, assim, foi bem mais um período de leitura e experimentações, que propriamente de escrita.

Mailson diz ter enfrentado a pandemia com naturalidade e tem se esforçado em não se cobrar tanto muito menos para um produzir artístico, “Quero acreditar que esses momentos tenderão a somar no futuro

Tudo parece passear numa espécie de mundo paralelo, que nada é de verdade, tudo tão longe.

Creio que não haverá normal como antes, e dessa forma muitas coisas ainda serão descobertas. Não sou tão otimista pra este primeiro momento ‘pós-pandemia’ e acredito que levaremos consequências para sempre de tudo isso que estamos vivendo.

Poesia feminista como luta contra a violência contra a mulher

A violência contra a mulher é uma questão global e com a pandemia os índices de violência só aumentaram
A poeta brasilense Ádyla Maciel , 26 anos escreveu dois livros durante a pandemia, dentre eles o romance “ A mãe da filha de um grande amigo” que fala sobre o sutil empedramento feminino, como uma mãe influenciou dois homens, submissão-procriação, opressão econômica, opressão de gênero.

Ádyla , foi jurada do concurso literário abrace um autor por 2 anos consecutivos um concurso promovido pelo Instituto federal de São Paulo e projeto de extenção arte mudana, e na próxima terça feira o projeto “abrace um autor” fará uma live com Ádyla Maciel aonde ela falará sobre o livro Sorry. Vou sentir saudades.

Para Ádyla Maciel, feminista negra a violência contra a mulher vai além da violência física, envolve fatores como como o racismo e as diferenças econômicas, que afetam de forma desproporcional a população de mulheres em sua maioria negra

Em seu livro de poesia “ Sorry. Vou sentir saudades” O título do livro é um pedido de desculpas, vou sentir saudades mas tenho que ir embora porque eu me amo mais.

Com o confinamento social, homens e mulheres estão dentro de casa, sendo assim o número de agressores aumentou veja um trecho do poema “Pescoço do livro de Ádyla Maciel

“Pescoço Pescoço, osso, roxo, Não sou feita de aço, Não sou barbie de plástico, Não me contem pelo pescoço Como alguém que morde o osso Do pescoço, de uma galinha Desossada. Hemorragia interna. Calma! Não foi nada, Segue o sangue, Sangra o sangue. Tá tudo derr-amado, Pescoço separado Do corpo e da cabeça E, pra sua surpresa Eu ainda estou ”inteira.”

 MÚSICA E POESIA PRA ALMA NÃO SE ATROFIAR

maxwelladmin

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