RITA CLEMENTE, VITOR PLACCA, LAILA GARIN E PAULO BETTI APRESENTAM ESPETÁCULOS NA SÉRIE TEATRO #EMCASACOMSESC

RITA CLEMENTE, VITOR PLACCA, LAILA GARIN E PAULO BETTI APRESENTAM ESPETÁCULOS NA SÉRIE TEATRO #EMCASACOMSESC

A semana de 7 a 13 de setembro terá Rita Clemente em texto de Jô Bilac, Vitor Placca em monólogo sobre a solidão, Laila Garin interpretando Joana, de Gota D’Água, e Paulo Betti encenando sua autobiografia

O Sesc São Paulo promove a série Teatro #EmCasaComSesc, com a transmissão de diferentes trabalhos cênicos direto da casa dos artistas, sempre às segundas, quartas, sextas e domingos, às 21h30. No ar desde maio, a série apresenta ao público na próxima semana os espetáculos: Amanda, de Rita Clemente, O Desmonte, com Vitor Placca, Joana de Gota d’Água a Seco, com atuação de Laila Garin e Autobiografia Autorizada, de Paulo Betti.

Antes, neste domingo (6/9), Felipe Rocha, do grupo Foguetes Maravilha, recebe o público para a apresentação de Ele Precisa Começar, primeiro texto escrito pelo ator. A peça conta a história de um homem de 35 anos, fechado em um quarto de hotel, numa segunda-feira de folga, que se dispõe a começar a escrever uma narrativa ficcional. Como não tem nada planejado, escolhe a si mesmo e ao seu quarto de hotel como ponto de partida para sua história. A partilha com os espectadores do processo de criação da escrita desse texto se mistura às situações que o autor enfrenta ao ver-se abduzido pelos universos e personagens que cria. A direção do espetáculo é do próprio ator, em parceria com Alex Cassal, a classificação é 12 anos.

Abrindo a semana, o feriado de segunda-feira (7/9) traz Amanda, obra cênica com texto de Jô Bilac e atuação e direção de Rita Clemente. Nesta versão online para a série #EmCasaComSesc, os elementos de cena são reapresentados, incorporando a câmera como interlocutor para estabelecer novas perspectivas de leitura ao espectador. No espetáculo, a personagem Amanda perde progressivamente os cinco sentidos e ainda assim continua o seu cotidiano, como se fosse fácil, engraçado ou possível. A classificação indicativa é de 14 anos. Rita Clemente, atriz, diretora e pesquisadora mineira, tem vasta experiência em teatro e incursões em televisão e cinema. A artista vem desenvolvendo pesquisa dramatúrgica e de direção voltada a acontecimentos simultâneos do dia a dia, assim como o entrelaçamento da vida de personagens por meio de situações ligadas ao acaso.

O Desmonte, solo de Vitor Placca, com dramaturgia e direção de Amarildo Félix, será apresentado na quarta-feira (9/9). O espetáculo inicia com o término de uma relação, anunciando tempos tristes. A melancolia paira sobre um apartamento na cidade, onde um homem vive sozinho, avesso a amigos e visitas. No entanto, na madrugada de mais uma noite solitária, ele recebe uma visita inesperada: um rato aparece para destruir tudo e dar novo sentido à sua vida. Em versão para o Teatro #EmCasaComSesc, a peça adapta-se a um espaço reduzido, buscando outras camadas de percepção e de relação com o público, e traz a linguagem audiovisual como papel central do trabalho, em complemento ao gesto e ao texto. Classificação: 14 anos.

Na sexta-feira (11/9), Laila Garin interpreta Joana de Gota d’Água a Seco, solo que traz a direção de André Curti e Artur Luanda Ribeiro, da Cie Dos à Deux. A partir dos versos e rimas do clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes (1940-76), Gota d’Água, o espetáculo traduz a dramaturgia gestual da personagem, que se recusa a aceitar a condição que lhe foi imposta. Abandonada com os filhos por Jasão e expulsa de casa por se recusar a ser explorada, Joana grita com a voz e os gestos que lhe restam. Laila Garin é atriz e cantora, formada em interpretação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ficou conhecida pelo público e pela crítica ao protagonizar Elis, a Musical, espetáculo de Nelson Motta, com direção de Dennis Carvalho. Classificação: 14 anos.

Escrito e protagonizado por Paulo Betti, que dirige o espetáculo em parceria com Rafael Ponzi, o monólogo Autobiografia Autorizada marca a comemoração dos 40 anos de carreira de Betti, a ser apresentado no domingo (13/9). Construído pelo próprio artista, que se inspirou nos textos escritos durante a adolescência e em artigos semanais que escreveu por quase trinta anos para o Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba (SP), a peça fala de um Brasil profundo e relembra a história de superação do próprio ator. Desta forma, o espetáculo ajuda a contar um pouco da história da imigração italiana no Brasil. Com humor, poesia e dor, Betti mergulha na vida de seus pais e avós e emerge com uma peça que reafirma a importância da escola e do trabalho social para a valorização do ser humano. Classificação: 12 anos.

Agenda de 6 a 13 de setembro, 21h30

6/9, domingo: Felipe Rocha em Ele Precisa Começar
7/9, segunda: Rita Clemente em Amanda
9/9, quarta: Vitor Placca em O Desmonte
11/9, sexta: Laila Garin em Joana de Gota d’Água a Seco

13/9, domingo: Paulo Betti em Autobiografia Autorizada

Até aqui, o Teatro #EmCasaComSesc apresentou 65 espetáculos a uma audiência de 302 mil visualizações. Já passaram pela série os artistas Celso Frateschi, interpretando, de sua autoria, Diana, Georgette Fadel em Terror e Miséria no Terceiro Milênio, de Bertolt Brecht, Sérgio Mamberti em Plínio Marcos, Um Homem do Caminho, Ester Laccava com Ossada, Jé Oliveira em Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens, de sua autoria, Gustavo Gasparani em Ricardo III, de Shakespeare, Lavínia Pannunzio com Elizabeth Costello, Grace Passô, interpretando Frequência 20.20, Denise Weinberg em O Testamento de Maria, Ailton Graça com Solidão, Cacá Carvalho em O Carrinho de Mão in A Poltrona Escura, Bete Coelho interpretando Mãe Coragem, Gero Camilo em A Casa Amarela, Eduardo Mossri com Cartas Libanesas e Cláudia Missura em Paixões da Alma, Matheus Nachtergaele com seu Desconscerto, o ator pernambucano Dinho Lima Flor com o espetáculo Ledores no Breu, Jhonny Salaberg em Buraquinhos ou o vento é inimigo do Picumã, Cassio Scapin com Eu Não Dava Praquilo, Clara Carvalho em A Mais Forte, Rodrigo França na leitura de Contos Negreiros do Brasil, Mariana Lima com a peça SIM – Cérebro|Coração em conferência para a terra, Amanda Lyra em Quarto 19, Denise Fraga com Galileu e Eu – A Arte da Dúvida, Yara de Novaes com o monólogo Justa, Leonardo Netto em 3 Maneiras de Tocar no Assunto – O Homem com a Pedra na Mão, Lucelia Sergio em Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas, Débora Falabella com O Amor e Outros Estranhos Rumores e Debora Lamm encenando Mata Teu Pai, Ondina Clais apresentou Katierina Ivânovna, Antônio e Rocco Pitanga em Embarque Imediato, Teuda Bara em Queria Teatro, Pascoal da Conceição em Os Malefícios do Tabaco, Renato Borghi com Meu Ser Ator, Irene Ravache em Alma Despejada, Felipe Oládélè na performance Fragmentos, Ana Cristina Colla trouxe o solo SerEstando Mulheres, Darson Ribeiro encenou O Homem que queria ser livro, Rodrigo Bolzan apresentou projeto b, Thiago Lacerda encenou Quem Está Aí?, Christiane Tricerri mostrou Frida Kahlo – Viva la Vida, Caco Ciocler encenou Medusa, Fabiana Gugli apresentou Terra em Trânsito, Soraya Ravenle encenou Instabilidade Perpétua, Kenan Bernardes fez Medea Mina Jeje, Isabella Lemos apresentou Viva Cacilda! Felicidade Guerreira!, Quitéria Kelly trouxe A Frasqueira de Jacy, Eduardo Moscovis encenou O Livro, Maria Alencar apresentou A Cobradora, Regina Braga apresentou Um Porto para Elizabeth Bishop, Gregório Duvivier fez (A Montanha vai a) Sísifo, Cia Mungunzá apresentou Poema em Queda-Live – Episódio 1, Dirce Thomaz encenou Eu e Ela: Visita a Carolina Maria de Jesus, Luciana Paes apresentou Olar Universo!, Antonio Petrin fez Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores, Daniel Warren apresentou Pontos de Vista de um Palhaço, Claudio Tovar performou Diário de um Louco, Eduardo Okamoto apresentou Eldorado, Leona Cavalli fez Elogio da Loucura, Leonardo Rocha e Mariana Arruda, do Grupo Maria Cutia, apresentaram o Auto da Compadecida, Lilian de Lima mostrou Pagu, Anjo Incorruptível, Márcia Limma protagonizou Medeia Negra, e Ana Beatriz Nogueira atuou em Um dia a Menos.

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