TODOS OS MORTOS será exibido pela primeira vez no Brasil no sábado, 19 de setembro

TODOS OS MORTOS será exibido pela primeira vez no Brasil no sábado, 19 de setembro
A transmissão do longa ocorre às 20:00 pelo Canal Brasil (televisão e serviço de streaming Globosat), dentro da programação do 48º Festival de Gramado

TODOS OS MORTOS estreou em fevereiro na Competição Oficial do Festival de Berlim. Dirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, o filme tem equipe majoritariamente feminina.

Crédito: Helene Louvart
Caetano Gotardo (O Que Se Move) e Marco Dutra (As Boas Maneiras) escreveram e dirigiram TODOS OS MORTOS. Produção da Dezenove Som e Imagens (Brasil) e coprodução da Good Fortune Films (França), o filme fez parte da Competição Oficial do Festival de Berlim em fevereiro. Inédito no Brasil, o longa foi realizado por um coletivo majoritariamente feminino e faz sua estreia no 48º Festival de Cinema de Gramado.

Sara Silveira e Maria Ionescu na produção, Juliana Rojas na montagem (em parceria com Caetano e Marco), Juliana Lobo na direção de arte, Gabriela Cunha no som direto (em parceria com Rubén Valdez no desenho de som), Helena Botelho na direção de produção, Carol Araujo na assistência de direção e a francesa Hélène Louvart (Never Rarely Sometimes Always, A Vida Invisível) na direção de fotografia formam parte da equipe de TODOS OS MORTOS .

Mulheres também guiam a trama do longa, que é ambientado em São Paulo entre 1899 e 1900, poucos anos após a abolição do trabalho escravo no Brasil e o início da República. O filme acompanha a história de duas famílias – uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento. As personagens são interpretadas por Mawusi Tulani (dos espetáculos Bom Retiro 948 metros e Cartas de Despejo), Clarissa Kiste (do longa Trabalhar Cansa e no elenco da novela Amor de Mãe), Carolina Bianchi (das peças Lobo e Mata-me de Prazer) e Thaia Perez (dos filmes Aquarius e O Homem Cordial). O jovem Agyei Augusto (do musical Escola do Rock) também é um dos protagonistas de TODOS OS MORTOS, que tem participações especiais da cantora Alaíde Costa, da atriz portuguesa Leonor Silveira (conhecida por seu trabalho com o diretor Manoel de Oliveira) e de Thomás Aquino (Bacurau).

A trilha sonora é composta por Salloma Salomão, músico, historiador e educador com profunda pesquisa no cruzamento entre a música brasileira e as tradições da cultura e da música africanas.

Em modo de espera desde março por conta da pandemia, o filme retoma em setembro sua circulação, tendo ganhado o prêmio de Melhor Filme na Mostra Silvestre, no IndieLisboa, e com exibições futuras em San Sebástian, Biarritz e em outros territórios a serem anunciados.

O projeto participou da Residência da Cinéfondation e da Fabriques des Cinémas du Monde, do Festival de Cannes. A produção foi realizada com incentivos da Lei do Audiovisual e Fundo Setorial do Audiovisual/BRDE, ANCINE; Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo/SABESP e Proac | Governo do Estado de São Paulo; coprodução com Canal Brasil, Telecine, Spcine | Secretaria Municipal de Cultura; Produção Associada com Bord Cadre, To Be Continued e Filmes do Caixote. TODOS OS MORTOS também teve apoio do Projeto Paradiso. A coprodução com a França foi viabilizada com parcerias do CNC – Centre National du Cinema et de L’Image Animée e Institut Français. A realização e distribuição do filme geraram mais de 700 empregos diretos e indiretos.

Todos os Mortos

All the Dead Ones

Brasil | França, 2020 | 120 min, Ficção, Cor, 1.85:1

Direção e Roteiro: Caetano Gotardo & Marco Dutra

Direção de Fotografia: Hélène Louvart

Direção de Arte: Juliana Lobo

Montagem: Juliana Rojas, Caetano Gotardo & Marco Dutra

Som: Gabriela Cunha, Rubén Valdez, Christophe Vingtrinier

Música: Salloma Salomão, Gui Braz, Garbato Bros.

Produção: Maria Ionescu, Sara Silveira, Clément Duboin e Florence Cohen

Produção Executiva: Maria Ionescu

Elenco: Mawusi Tulani (Iná), Clarissa Kiste (Maria), Carolina Bianchi (Ana), Thaia Perez (Isabel), Agyei Augusto (João), Rogério Brito (Antônio), Andrea Marquee (Carolina), Leonor Silveira (Dona Romilda), Thomás Aquino (Eduardo), Luciano Chirolli (Jorge), Teca Pereira (Doca), Vinícius Meloni (Anísio), Eduardo Silva (Silva), Livia Silva (Rosa), Tuna Dwek (Sra. Giovanna), Alaíde Costa (Josefina) e Gilda Nomacce (Irmã Flora)

Vendas Internacionais: Indie Sales

Distribuição: Vitrine Filmes

Sinopse

Na São Paulo de 1899, entre o passado conturbado do Brasil e seu presente fraturado, as mulheres da família Soares, antigas proprietárias de terra, tentam se agarrar ao que resta de seus privilégios. E Iná Nascimento, que viveu muito tempo escravizada, luta para reunir seus entes queridos em um mundo que lhes é hostil, enquanto procura dar vazão a suas próprias vontades.

Caetano Gotardo & Marco Dutra

Caetano Gotardo e Marco Dutra se conheceram no curso de cinema da Universidade de São Paulo, há vinte e um anos, e sempre trabalharam em proximidade, colaborando em diferentes funções nos filmes um do outro. Ambos são membros do coletivo Filmes do Caixote, assim como Juliana Rojas, montadora de Todos os Mortos. Caetano e Marco dirigiram juntos a montagem teatral Bodas de Sangue, experimento cênico a partir do texto de Lorca e do filme de Carlos Saura, e também a série ainda inédita Noturnos, do Canal Brasil. Todos os Mortos é o primeiro longa-metragem que ambos dirigem em parceria.

Equipe

Salloma Salomão – Músico, cantor, historiador, ator, pesquisador das relações entre culturas africanas e cultura brasileira. Foi um colaborador fundamental no processo do filme. Primeiro como consultor de roteiro, fazendo uma leitura crítica antes do início das filmagens que levou a modificações importantes no projeto. Depois, como compositor da trilha sonora (para a qual utilizou elementos de sua pesquisa em torno de instrumentos musicais introduzidos no Brasil a partir da diáspora africana) e mais uma vez como consultor no trabalho da montagem, tendo visto e discutido vários cortes do filme.

Juliana Rojas – Cineasta, roteirista, montadora. Montou o filme, junto com Caetano e Marco. É parceira criativa dos dois há mais de vinte anos, tendo estudado com eles na USP. Os três fazem parte do coletivo Filmes do Caixote. Juliana e Marco já dirigiram vários curtas e dois longas juntos (Trabalhar Cansa e As Boas Maneiras), ambos montados por Caetano. Juliana, por sua vez, montou também o primeiro longa de Caetano (O que se move).

Rubén Valdez – Técnico de som, editor de som, mixador. Foi responsável pelo complexo desenho sonoro do filme, que aos poucos cria camadas de sobreposição temporal na narrativa, muitas vezes independente da imagem – estabelecendo uma dramaturgia sonora que amplia os significados do filme. Ele é cubano, radicado no Brasil, e formou-se na EICTV, importante escola internacional de cinema em Cuba.

Juliana Lobo – Diretora de arte e cineasta. Na direção de arte do filme, foi fundamental para alimentar a pesquisa histórica, levantando vários elementos visuais e factuais que influenciaram as versões finais do roteiro e várias das escolhas relativas à construção da imagem. Além disso, trabalhou o delicado balanço entre os elementos de época e a gradual “invasão” de elementos visuais contemporâneos na narrativa.

Gabriela Cunha – Técnica de som. Fez o som direto do filme, com o desafio constante de buscar uma possível sonoridade do início do século XX dentro do caos sonoro da São Paulo de hoje, em filmagens que aconteceram de fato no meio da cidade. Gabriela também é uma parceira constante de Caetano, Marco e Juliana Rojas, tendo feito o som direto de Trabalhar Cansa, O que se move e As boas maneiras – portanto, conhece bem a dinâmica dos sets de filmagem desses cineastas.

Dezenove Som e Imagens

A Dezenove Som e Imagens produziu alguns dos filmes de maior destaque na cinematografia nacional. Fundada em 1991 pelo cineasta Carlos Reichenbach e pela produtora Sara Silveira, a empresa conta, desde seu início, com a parceria de Maria Ionescu, executiva de todas as produções e coproduções realizadas pela empresa, que sempre marcou forte presença nos festivais nacionais e internacionais em mais de 28 anos de vida.

Good Fortune Films

Localizada em Paris e dirigida por Clément Duboin e Florence Cohen, a Good Fortune Films produz ficção e documentários, longas e curtas, franceses e estrangeiros.

Vitrine Filmes

Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 140 filmes. Entre seus maiores sucessos estão Aquarius, O Som ao Redor, e Bacurau de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, longa que já alcançou mais de 730.000 espectadores, além de A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, representante brasileiro no Oscar, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, e O Filme da Minha Vida, de Selton Mello.

Entre os documentários, a distribuidora lançou Divinas Divas, dirigido por Leandra Leal, e O Processo, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Em 2020, ano em que completa 10 anos, a Vitrine Filmes já lançou O Farol, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia, e ainda lançará Três Verões, de Sandra Kogut, o premiadíssimo A Febre, de Maya Da-Rin, e Você Não Estava Aqui, novo longa de Ken Loach.

maxwelladmin

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