Galeria Kogan Amaro marca presença na primeira edição da Latitude Art Fair

Galeria Kogan Amaro marca presença na primeira  edição da Latitude Art Fair

Galeria exibe na Feira online mostra com curadoria de Allan Yzumizawa e obras de artistas como Élle de Bernardini, Nazareth Pacheco e Samuel de Saboia

L’odysee D’un Enfant (Black Jesus And Other Stories my Parents Never Told Me), 2019, Samuel de Saboia

A Kogan Amaro , galeria baseada em São Paulo e com filial em Zurique, participa da primeira edição da Latitude Art Fair, feira que acontece de 24 a 27 de setembro na plataforma Artsy . Organizada pelo Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad, o evento acontece a partir de uma parceria entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). 

Para ocasião, a Galeria apresenta a mostra inédita Corporific.Ações | Embodi.Ments, coletiva com curadoria de Allan Yzumizawa e obras de Carlos Mélo, Élle de Bernardini, Gabriel Botta, Katia Salvany, Luisa Almeida, Mirela Cabral, Nazareth Pacheco, Samuel de Saboia e Tangerina Bruno

A exposição convida o visitante a uma reflexão sobre o processo e o gesto de desconstrução da ideia sobre o corpo universal e assume, desse modo, a corporalidade no que diz respeito às potencialidades da criação de subjetividades como gênero, aspectos ancestrais, raciais e identitárias. O corpo de obras representa a figura humana e os trabalhos esbarram em pautas urgentes da contemporaneidade. 

Ideia recorrente nas imagens de Mirela Cabral e Gabriel Botta, nas quais ambos constroem a partir da observação, e utilizam-se da gestualidade para trazer a figura no limite da abstração. “Esse corpo desfragmentado abre-se para a potência de construção de novas subjetividades. É algo que também podemos observar nas pinturas de Samuel de Saboia, onde a desfiguração do corpo dá, aos poucos, margem a sua própria reformulação subjetiva quanto racialidade e identidade”, diz o curador. 

Nas xilogravuras de Luisa Almeida, bem como na pintura de Katia Salvany, a figura da mulher aparece ora em seu aspecto potencial revolucionário de resistência e militância, ora em momentos mais simbólicos e espirituais. As fotografias de Nazareth Pacheco, trazem discussões sobre a reconstrução plástica de seu próprio corpo diante do registro de uma pré-cirurgia. 

Já Élle de Bernardini se apresenta ao público coberta de folhas de ouro, colocando o seu corpo como uma matéria valiosa, ao mesmo tempo em que provoca e discute a situação de identidade que transborda para além das condições do cisgênero. A figura do corpo também se apresenta de forma borrada em meio à arquitetura que a rodeia, onde a subjetividade da paisagem é evidenciada a partir dos detalhes que presentes nos azulejos pintados pelo duo Tangerina Bruno. Enquanto no registro de Carlos Mélo, o corpo representado de costas encara uma caveira que se encontra em suas mãos, criando um diálogo que atingem em questões sobre a existência, e também sobre a morte. 

“É de se notar, portanto, que nesse conjunto de imagens que compõe a exposição, não temos uma ideia de corpo homogênea e encerrada, mas como uma corporificação diante das infinitas possibilidades das quais podem se desdobrar”, finaliza o curador. 

Serviço: 

Latitude Art Fair 

Galeria Kogan Amaro (São Paulo | Zurique) 

Período: 24 a 27 de setembro
http://www.artsy.net/koganamaro
http://www.galeriakoganamaro.com 

Instagram/ GaleriaKoganAmaro Facebook/ GaleriaKoganAmaro 

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