SÉRIE IDEIAS #EMCASACOMSESC TRAZ DEBATES SOBRE A PROFISSIONALIZAÇÃO DO HISTORIADOR, SEGURANÇA PÚBLICA, ALIMENTOS TRADICIONAIS INDÍGENAS, DESIGUALDADE SOCIAL E RESISTÊNCIA NO AUDIOVISUAL

SÉRIE IDEIAS #EMCASACOMSESC TRAZ DEBATES SOBRE A PROFISSIONALIZAÇÃO DO HISTORIADOR, SEGURANÇA PÚBLICA, ALIMENTOS TRADICIONAIS INDÍGENAS, DESIGUALDADE SOCIAL E RESISTÊNCIA NO AUDIOVISUAL

Entre os dias 6 e 10 de outubro, participam dos debates a historiadora Caróu Oliveira, o escritor Luiz Eduardo Soares, o cacique Timoteo Verá Tupã Popygua, a assistente social Lúcia Xavier e a empresária e documentarista Naná Prudencio

A série Ideias, transmitida ao vivo sempre às 16h pelo YouTube da instituição, convida pensadores e articuladores sociais de diversas áreas para a troca de experiências e reflexões sobre assuntos da atualidade

youtube.com/sescsp

Com o objetivo de incentivar a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos, a série Ideias, promovida pelo Sesc São Paulo por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), traz a transmissão ao vivo de debates sobre as principais questões que tensionam a agenda sociocultural e educativa atual. Sempre às 16h, as conferências acontecem pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, com participação do público e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Na próxima terça-feira (6/10), o encontro “Lugares da História e a Profissionalização do Historiador” traz a discussão sobre os lugares de atuação do historiador na contemporaneidade, bem como as perspectivas e desafios que a regulamentação da profissão impõe à prática do fazer histórico no tempo. Se a história é o estudo dos homens no tempo, o historiador é parte da história e do tempo presente. O lugar da atuação do historiador tem se ampliado cada vez mais, encontrando espaços de realização do ofício para além das salas de aula, e expandindo a própria experiência docente para outras plataformas e projetos de divulgação científica. O debate terá a presença de Caróu Oliveira, historiadora e mestranda em História Social pela UNIFESP, Bruno Leal Pastor de Carvalho, professor de História Contemporânea da UnB e fundador do site Café História e Valdei Lopes de Araujo, professor da UFOP e editor da Revista Brasileira de História, com apresentação e mediação de Sabrina da Paixão, historiadora e Pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. 

A quarta-feira (7/10) traz o debate “Violência e Segurança Pública no Brasil”, que abordará os resultados trazidos pelo Atlas da Violência 2020, organizado pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O atlas apresenta a conjuntura da violência letal no Brasil, a violência contra pessoas negras, mulheres e a população LGBTQI+, o perfil dos homicídios, o impacto das armas de fogo e as políticas públicas de enfretamento à violência. A mesa terá a presença de Luiz Eduardo Soares, escritor, cientista político, ex-secretário nacional de Segurança Pública e ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro e Samira Bueno, doutora em administração pública e governo pela FGV-EAESP e diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Na mediação e apresentação, estará Danilo Cymrot, mestre e doutor em Criminologia pela USP e pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. 

A live “TEMBIUPI – Alimentos Guarani para o Corpo e a Alma”, a ser realizada na quinta-feira (8/10), discorrerá sobre a importância que os Guarani Mbya atribuem aos alimentos tradicionais para a formação e o fortalecimento do seu corpo / espírito e, portanto, para a prática da forma de ser guarani. A conversa abordará como se constitui o processo de produção dos alimentos tradicionais, a relação entre os alimentos e os rituais, e a relação com os ciclos do tempo. O encontro traz os convidados Timoteo Verá Tupã Popygua, cacique do Tekoa Takuari e coordenador regional do Vale do Ribeira da Comissão Ywy Rupa, Maurício Fonseca, historiador, indigenista e coordenador geral do Prêmio Culturas Indígenas de 2006 a 2015, com apresentação e mediação de Solange Alboreda, animadora sociocultural do Sesc TV.

Na sexta-feira (9/10), a mesa ‘A Superação das Desigualdades: Sairemos Melhores da Pandemia?” refletirá sobre o empoderamento, a expressão e a voz dos oprimidos e como estes fatores podem ser importantes para a saúde de forma geral. Como o engajamento social e os coletivos periféricos podem nos ensinar, nesse momento de pandemia, a lidar com as dificuldades e buscar na solidariedade a força necessária para o enfrentamento. O debate terá como convidadas a enfermeira sanitarista Maria Socorro de Araújo Dias e Lúcia Xavier, assistente social e coordenadora da CRIOLA – organização de mulheres negras com sede no Rio de Janeiro, apresentação e mediação de Fernando Andrade de Oliveira, assistente da Gerência de Saúde e Odontologia do Sesc SP.

E por fim, no sábado (10/10), acontece o encontro “Resistência, Coragem e Desafios”, uma conversa sobre territórios compartilhados de desigualdade, confronto, tenacidade e perseverança no universo audiovisual. Com a presença de Larissa Fulana de Tal, diretora e integrante do coletivo de cineastas negras “Tela Preta”, Naná Prudencio empresária e documentarista e Viviane Ferreira, presidenta da APAN – Associação de Profissionais do Audiovisual Negro, com mediação de Lucila Meirelles, videoartista, diretora e mestra em Artes Visuais e apresentação de Solange Alboreda, técnica de programação do SescTV.

PROGRAMAÇÃO IDEIAS #EMCASACOMSESC

06/10, terça-Feira

Lugares da História e a profissionalização do Historiador

A História sempre foi território de disputas do discurso. Se, no passado, a sacralidade dos testemunhos escritos era empregada na análise histórica, a partir do século XX os historiadores passaram a olhar sua própria metodologia problematizando o fazer histórico e ampliando a sua investigação, incorporando métodos pluridisciplinares. 

E se a história é a estudo dos homens no tempo, como assinala Marc Bloch, o historiador é parte da história e do tempo presente. O lugar da atuação do historiador tem se ampliado cada vez mais, encontrando espaços de realização do ofício para além das salas de aula, e mesmo expandindo a própria experiência docente para outras plataformas e projetos de divulgação cientifica. 

Nos últimos anos, vemos uma forte tendência à um revisionismo histórico que é, muitas vezes, fundado em teorias da conspiração ou interesses deturpadores dos fatos, que não leva em conta qualquer metodologia científica e que revisitam discursos oriundos da história da ciência, da saúde e da política, dentre outros, aplicando-os anacronicamente.  Neste cenário, o debate sobre a regulamentação do ofício de historiador ganha outros tons e urgências. 

Esta edição do Ideias pretende trazer à discussão os lugares de atuação do historiador na contemporaneidade e discutir as perspectivas e desafios que a regulamentação da profissão impõe à prática do fazer histórico no tempo presente.

Participantes:

Caróu Oliveira – historiadora (USP) e Mestranda em História Social (UNIFESP). Educadora em espaços formais e não-formais com experiência em História, Arte Contemporânea, Arte-educação, Educação Patrimonial. Mediadora de debates, curadora na Exposição À margem e autora de ensaios sobre gênero e política. Fundadora do projeto História da Disputa: Disputa da História.

Bruno Leal Pastor de Carvalho – professor adjunto de História Contemporânea (UnB). Graduado em História (UERJ) e Comunicação Social (UFRJ). Mestre em Memória Social (UNIRIO) e Doutor em História Social (UFRJ). Pesquisa História Pública, História Digital e Divulgação Científica, foi coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes da UFRJ, o NIEJ entre 2011 e 2018. É membro da Rede Brasileira de História Pública e da Associação das Humanidades Digitais e fundador e editor do site Café História.

Valdei Lopes de Araujo – professor associado da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Graduado e mestre em História (UERJ) e doutor em História Social da Cultura (PUC-RJ) com estágio PDEE na Universidade de Stanford. Atua principalmente nos seguintes temas: história da historiografia, história dos conceitos, Brasil império, história política e teoria da história. Editor da Revista Brasileira de História e membro do conselho editorial dos periódicos “História da Historiografia” e “Almanack”. 

Apresentação e mediação:

Sabrina da Paixão – historiadora, mestra e doutoranda em Educação pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. 

07/10, quarta-feira

Violência e segurança pública no Brasil

Debate sobre os resultados trazidos pelo Atlas da Violência 2020, organizado pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: a conjuntura da violência letal no Brasil; a violência contra pessoas negras, mulheres e a população LGBTQI+; o perfil dos homicídios; o impacto das armas de fogo; as políticas públicas de enfretamento à violência. 

Participantes:

Luiz Eduardo Soares – Escritor, dramaturgo, antropólogo, cientista político e pós-doutor em Filosofia Política. É professor visitante da UFRJ. Foi Secretário Nacional de Segurança Pública, Sub-Secretário de Segurança Pública e Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro.

Samira Bueno – doutora em Administração Pública e Governo pela FGV-EAESP com estágio doutoral no Centre of Latin American Studies (CLAS) da Universidade de Cambridge. É diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e colunista da rádio CBN.

Apresentação e mediação: 

Danilo Cymrot – mestre e doutor em Criminologia pela USP. Pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. 

8/10, quinta-feira

TEMBIUPI – Alimentos Guarani para o Corpo e a Alma

A live discorrerá sobre a importância que os Guarani Mbya atribuem aos alimentos tradicionais para a formação e o fortalecimento do seu corpo/espírito e, portanto, para a prática da forma de ser guarani. Uma conversa sobre como se constitui o processo de produção dos alimentos tradicionais, a relação entre os alimentos e os rituais, a relação com os ciclos do tempo (Arapyau e Araymã). Considerando o contexto da atual pandemia, será avaliada a importância da soberania alimentar para o fortalecimento da forma de ser guarani e a relação com o território. 

Finalizando, os desafios que as comunidades guarani (Tekoa) do Sudeste e do Sul enfrentam para regularizar, fazer a gestão de seus territórios e obter a soberania alimentar. 

Participantes:

Timoteo Verá Tupã Popygua – cacique do Tekoa Takuari (município de Eldorado, SP); coordenador regional do Vale do Ribeira da Comissão Ywy Rupa; escritor guarani mbya.

Maurício Fonseca – historiador, indigenista.  Membro da Curadoria do Projeto Sawe – Lideranças Indígenas em Defesa dos Territórios, do SESC-SP – 2018 a 2020. Coordenador Geral do Prêmio Culturas Indígenas – 2006 a 2015. Membro do Colegiado Setorial das Culturas Indígenas – 2010 a 2015.

Apresentação e mediação: 

Solange Alboreda – animadora sociocultural do Sesc TV.

9/10, sexta-feira

A superação das desigualdades: sairemos melhor da pandemia?

Diante de um cenário tão opressivo de desigualdade, o que é possível fazer para superar esse contexto? O empoderamento, a expressão e a voz dos oprimidos podem ser importantes fatores protetores para a saúde de forma geral. Engajamento social e coletivos periféricos podem nos ensinar, nesse momento de pandemia, como lidar com as dificuldades e buscar na solidariedade a força necessária para o enfrentamento. 

Participantes:

Maria Socorro de Araújo Dias – enfermeira sanitarista. Doutora em Enfermagem. Professora da Universidade Estadual Vale do Acaraú. 

Lúcia Xavier – assistente social, cofundadora e coordenadora da CRIOLA – organização de mulheres negras com sede no RJ.

Apresentação e mediação:

Fernando Andrade de Oliveira – assistente da Gerência de Saúde e Odontologia do Sesc SP.

10/10, sábado

Resistência, coragem e desafios

Uma conversa sobre territórios compartilhados de desigualdade, confronto, tenacidade e perseverança no universo audiovisual.

Participantes:

Larissa Fulana de Tal – diretora e integrante do coletivo de cineastas negras “Tela Preta”. Graduada no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Recôncavo da Bahia. Traz na percepção sobre si e na construção de sua identidade a luta contra o racismo.

Naná Prudencio – há 4 anos criou a Zalika Produções. Empresária e documentarista. Lançará seu segundo filme, “Pandemia do sistema”, que aborda aspectos como o racismo, desemprego e insuficiência no atendimento de saúde.

Viviane Ferreira – presidenta da APAN – Associação de Profissionais do Audiovisual Negro e diretora artística do “Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas”. É a segunda mulher negra brasileira a dirigir um longa-metragem. 

Mediação:

Lucila Meirelles – videoartista, diretora de vídeo e TV e mestra em Artes Visuais. Realizou vídeos experimentais que ganharam prêmios nacionais e participaram de mostras internacionais. Ganhou a Bolsa Vitae, Bolsa Antorchas e o Programa Transmídia do Instituto Itaú Cultural.

Apresentação:

Solange Alboreda – técnica de programação do SescTV.

+ SESC NA QUARENTENA

Desde o final de agosto, cinco meses após a suspensão majoritária do atendimento presencial nas unidades, o Sesc São Paulo anunciou uma parcial e gradativa retomada, com um número restrito de atividades, dirigidas aos alunos que já eram inscritos nos cursos de Ginástica Multifuncional,  Práticas Corporais e Corrida,  além de pacientes das Clínicas Odontológicas cujos tratamentos foram interrompidos pela pandemia. Todas essas atividades serão previamente agendadas, visando restringir a circulação de público no interior das unidades. Todas as 40 unidades do estado darão início a essa retomada gradual  à medida que os municípios em que estão instaladas atinjam a classificação necessária para reabertura, estabelecida pelo Plano São Paulo do Governo do Estado, e em conformidade com as regulações municipais.  

Paralelo à retomada gradual de alguns serviços presenciais, a instituição segue oferecendo um conjunto de iniciativas on-line, que garantem a continuidade de sua ação sociocultural nas diversas áreas em que atua. Pelos canais digitais e redes sociais, o público pode acompanhar o andamento dessas ações e ter acesso a conteúdos exclusivos de forma gratuita e irrestrita. Confira a programação e fique #EmCasaComSesc.

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+ SESC DIGITAL

A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades e marcada pela experimentação. O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as ações presenciais oferecidas nas 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado. 

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