Orquestra Ouro Preto mistura hits dos anos 80, rock, jazz, MPB e música clássica

Orquestra Ouro Preto mistura hits dos anos 80, rock, jazz, MPB e música clássica

Temporada traz um repertório versátil que vai levar experiências memoráveis ao público

Excelência e versatilidade definem a temporada “Experience” da Orquestra Ouro Preto (OOP). Na agenda, há concertos em homenagem ao grupo norueguês A-Ha e ao músico mineiro Vander Lee, uma parceria inédita com João Bosco, e espetáculos que vão do jazz inconfundível de Duke Ellington ao rock grunge do Nirvana, além do lançamento do álbum inédito Valencianas II, com Alceu Valença, gravado em Portugal. Para 2021, o maestro Rodrigo Toffolo preparou espetáculos que prometem levar experiências inesquecíveis ao público.

Toffolo explica que, desde sua formação em 2000, a OOP sempre trabalhou com os polos excelência e versatilidade. Para ele, a introdução de um repertório popular faz com que o público conheça a música clássica de um outro jeito e se sinta atraído a experimentar o lado erudito. “Uma pessoa inicia seu contato ouvindo A-Ha ou Beatles e acaba indo a concertos para ouvir Vivaldi, Mozart ou Grieg”, explica.

A estratégia da OOP vem dando certo ao longo dos 20 anos de estrada e, a cada ano que passa, o público aumenta mais. “Nossa teoria está comprovada. Conseguimos que a orquestra seja sempre acessível, com concertos de alto nível, seja ele erudito ou popular. Criamos uma conexão com o público independentemente do repertório”, afirma o maestro.

O primeiro concerto do ano será uma viagem ao passado com um espetáculo em homenagem ao grupo de rock norueguês A-Ha, um sucesso dos anos 80. A OOP vai tocar na íntegra o álbum On Tour Brasil, lançado pelo grupo em 1989 e que emplacou vários hits nas paradas de sucesso, como Take On Me e Hunting High and Low. “Essa banda marcou a história de uma geração que curtiu a vida a todo o vapor, sem telefone celular, sem redes sociais, mas com muita música, cores, personalidade e estilo. Queremos tocar a memória afetiva das pessoas, num clamor pelos bons momentos que ficaram para trás”, destaca Toffolo. O concerto terá os sintetizadores que revolucionaram a cena musical dos anos 80, com arranjos de Fred Natalino.  

Devido à pandemia da COVID-19, as datas dos concertos ainda não foram marcadas. A princípio serão lives, transmitidas pelo canal da Orquestra no YouTube, mas o maestro não descarta a possibilidade de fazer concertos ao ar livre quando as condições sanitárias permitirem. “Temos especialistas na área de infectologia nos ajudando diariamente a entender e pensar novas soluções. Esse é um dos desafios colocados à toda área cultural”, reflete.

Do Nevermind ao Nordeste

Saindo dos anos 80 diretamente para os 90, a OOP fará uma homenagem ao grupo de rock grunge Nirvana, um fenômeno mundial que influenciou toda uma geração. A princípio, o concerto está agendado para 24 de setembro, quando o icônico álbum Nevermind completará exatos 30 anos, e promete ser um dos grandes momentos do ano. O disco marcou a juventude do maestro Toffolo, que conta que, ao sair da aula de violino, sempre colocava o álbum para tocar no seu discman. “A música deles é muito impactante e esse álbum tem calmaria e também rompantes. Vai ser inesquecível”, afirma. 

O jazz também terá sua vez no repertório da temporada. No segundo semestre será apresentado um repertório em homenagem a um dos maiores jazzistas de todos os tempos: Duke Ellington. Junto à orquestra que o acompanhava em suas apresentações, o músico fez imenso sucesso entre 1920 e 1960. O espetáculo, que acontecerá em Belo Horizonte em local a ser definido, será também estético e visual e vai trazer um pouco da história do músico americano.

Música brasileira

Um dos grandes destaques do ano é o lançamento do disco e DVD Valencianas II, gravado em Portugal e com novas músicas de Alceu Valença. “Alceu tem tantas e tantas músicas bonitas e muitas ficaram de fora do primeiro concerto. Fazer uma continuação era mais que natural”, explica Toffolo. 

A Orquestra também fechou uma parceria inédita com o cantor e compositor mineiro João Bosco para um espetáculo baseado em sua obra. Os arranjos serão feitos por Nelson Ayres, considerado um dos melhores do país. Os shows estão programados para o segundo semestre em Belo Horizonte e mais algumas cidades do interior a serem definidas. 

E, neste ano em que se completam cinco anos da morte do músico Vander Lee, a OOP prepara um concerto para homenageá-lo Natural de Belo Horizonte, o músico tem um repertório que transita entre o samba, baladas, românticas e rock e gravou com nomes da MPB como Elza Soares, Zeca Baleiro, Leila Pinheiro e Nando Reis. 

Outro músico que volta a colaborar com a Orquestra neste ano é o multiartista pernambucano, Antonio Nóbrega, retomando a parceria iniciada em 2015 com o espetáculo “Tirando a Casaca”, que vai homenagear o poeta Ariano Suassuna. Nas apresentações, previstas para o segundo semestre, o público é convidado a fazer um mergulho profundo nas raízes musicais brasileiras a partir de obras que transitam entre o frevo, o maracatu e outros ritmos nordestinos. 

Sobre a Orquestra Ouro Preto

Uma das mais prestigiadas formações orquestrais do país, a Orquestra Ouro Preto completa 21 anos de atividades ininterruptas e se reafirma como uma orquestra de vanguarda. Sob a regência e direção artística do Maestro Rodrigo Toffolo, o grupo se dedica à formação de diferentes públicos, com uma extensa programação nas principais salas de concerto e espaços diversos no Brasil e no mundo. Sob os signos da excelência e versatilidade atua também em projetos sociais e educacionais que vão muito além da música, como o Núcleo de Apoio a Bandas e a Academia Orquestra Ouro Preto. Premiado nacionalmente, o grupo tem 11 trabalhos registrados em CD, 7 DVDs. Foi vencedora do Prêmio da Música Brasileira em 2015, na categoria “Melhor Álbum de MPB”, e indicada ao Grammy Latino 2007, como “Melhor Disco Instrumental”, por Latinidade. Os discos “Latinidade – Música para as Américas”, “Antônio Vivaldi – Concerto para Cordas” e “The Little Prince”, versão em inglês do tributo prestado pela Orquestra à literatura de Saint-Exuperry, tem distribuição mundial pela gravadora Naxos, a mais importante do mundo dedicada à música de concerto.

maxwelladmin

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