“Eu não vou caçar o que dizer, eu quero verdade, eu quero que quando o cara ouça, ele sinta”, desabafa Baby do Brasil, a musa dos Novos Baianos, em podcast original da Deezer com Zeca Camargo

“Eu não vou caçar o que dizer, eu quero verdade, eu quero que quando o cara ouça, ele sinta”, desabafa Baby do Brasil, a musa dos Novos Baianos, em podcast original da Deezer com Zeca Camargo

O podcast Essenciais, agora comandado pelo jornalista e apresentador, convida grandes artistas da música brasileira para contar suas histórias de vida usando suas músicas como fio condutor

Com personalidade carismática e irreverente, Baby do Brasil, também conhecida como Baby Consuelo e musa dos Novos Baianos, bateu um papo sobre sua trajetória como cantora e compositora com o jornalista Zeca Camargo, novo apresentador do podcast “Essenciais”, original e exclusivo da Deezer.

Zeca começa a conversa mencionando a “gênese bonita e espontânea” que foi a formação dos Novos Baianos, enquanto a cantora complementou dizendo que “positividade atrai positividade” e “nada acontece por acaso”. O grupo morou por 10 anos em uma comunidade em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, durante o regime militar. Juntos foram responsáveis por lançarem músicas que marcaram a cultura brasileira, misturando vários ritmos musicais e influenciados pela contracultura.

“A nossa música tem relação intensa com a vida, é o que eu faço o tempo inteiro”, diz Baby ao falar sobre suas composições baseadas em momentos e experiências próprias. Assim foi criado o sucesso atemporal “A menina dança”. “Quando nasceu a “A menina dança” era o (Luiz) Galvão me olhando, vendo meu jeito. Eu não esperava que voltasse a fazer esse sucesso incrível. Aconteceu um mistério fantástico, ela voltou a virar um ícone de música”, conta.

Sobre “Brasil Pandeiro”, sucesso regravado pelo grupo, sob sugestão de João Gilberto, Baby fala que o encontro com o cantor foi uma “confirmação energética”. Zeca define a música como “uma celebração absurda do Brasil que ninguém estava fazendo na época”.

Os Novos Baianos exploravam diferentes ritmos regionais brasileiros e essa característica continuou com Baby durante sua carreira solo. “As gravadoras pediam para você gravar ou um estilo ou outro, aí eu falei “ah não”, eu vou ter que gravar todos os estilos que eu gosto, coloquei o nome do primeiro disco de “O que vier eu traço” para poder justificar a loucura que era”, explica a compositora.

“Emília, a boneca gigante”, foi a única música que a cantora escreveu “por encomenda”, presente no álbum “Pirlimpimpim”, baseado no Sítio do Picapau Amarelo. “Eu nunca tinha aceitado nenhuma música de encomenda porque eram músicas que os temas eram muito fabricados para minha criatividade. Se tiver a ver comigo eu faço, eu não vou caçar o que dizer, eu quero verdade, eu quero que quando o cara ouça, ele sinta”

Baby tem uma grande conexão com a religiosidade e o esoterismo, como mostra nas suas composições “Telúrica”, “Cósmica”, e “Sem pecado e sem juízo”, no qual ela define as duas primeiras como “irmãs gêmeas com suas diferenças” e conta que a inspiração para “Sem pecado e sem juízo” foi imaginar como foi o primeiro pôr do sol de Adão e Eva.

Ao ser questionada se imaginava que seria uma artista essencial para a música brasileira, Baby finaliza, “Eu desejei ser essencial, sem nenhuma vaidade, eu aprendi com Luiz Gonzaga, João Gilberto, Elza e muitos outros. Eu olhei para eles e desejei ser assim”.

Para saber mais histórias da trajetória da cantora, ouça o novo episódio do Essenciais, que já está disponível para ser ouvido aqui .

maxwelladmin

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *