Ecos Sagrados: Andile Dyalvane molda esculturas com referências ancestrais na Casa Vogue de abril

Ecos Sagrados: Andile Dyalvane molda esculturas com referências ancestrais na Casa Vogue de abril

Inspirado por vozes e visões ancestrais, o designer sul-africano molda assentos em cerâmica como forma de resgatar sua cultura e a história de seu povo

Quando criança, Andile Dyalvane gostava de brincar no leito de um rio em Ngobozana, no leste da África do Sul, seu país natal, modelando animais de argila. As águas subiam, as esculturas se afogavam e se dissolviam, e ele as reerguia. Anos mais tarde, na faculdade de artes e design, outro insight o levaria de volta ao rio de sua infância. “Descobri que aquela argila era a mesma empregada em belas xícaras artesanais”, comenta Andile, que prosseguiu os estudos com ênfase em cerâmica na Universidade Metropolitana Nelson Mandela, em Porto Elizabeth. 

Em 2005, abriu a Imiso Ceramics, seu ateliê na Cidade do Cabo. “Antes de começar qualquer coisa, você precisa constituir uma visão, desenhar, designar”, reflete o artista, hoje com 43 anos. Ele atribui suas visões à ancestralidade: gerações perdidas, arrasadas devido à colonização e aos genocídios no continente africano. Incorpora saberes sobre escutar, olhar, formular perguntas e participar da comunidade. “Nos ensinaram que, para sermos bons, bastaria sermos cristãos, quando, na verdade, devemos ser gentis conosco, com quem está à nossa volta, os animais e a terra”, comenta. “Boa parte do que carrego me foi legado por pessoas que morreram. Minha missão e a de muitos colegas é dar continuidade a isso. O corpo foi brutalizado, mas o espírito vive”, finaliza.


Leia, na íntegra, a entrevista completa que relata a história do artista e designer sul-africano, Andile Dyalvane, além de outros conteúdos correlatos na edição de abril da Casa Vogue, nas bancas a partir de 8 de abril. 

Revista Casa Vogue | Edição de abril 8 de abril nas bancas 

maxwelladmin

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