Festival Feminino anuncia novas datas

Festival Feminino anuncia novas datas

Adiada por conta das medidas de restrição em função da COVID-19, terceira edição de festival será realizada em duas datas: entre os dias 28 e 30 de abril, com shows de Luedji Luna, Mariana Aydar e As Baías, entre outros;  e em 09 de maio, dia das mães, com shows de Anelis Assumpção, Orquestra Funmilayo, Clarianas e Josyara. Programação tem ainda mostra de filmes, rodas de conversa e performances

O Festival Feminino anuncia as novas datas de sua terceira edição, que agora será realizada em duas etapas: entre os dias 28 e 30 de abril, e no dia 09 de maio, marcando o domingo de Dia das Mães. Inicialmente prevista para a primeira semana do mês de março, abrindo a programação cultural do Dia Internacional da Mulher, a realização do festival foi adiada devido ao aumento das restrições do Plano São Paulo de combate à COVID-19.

Evento que discute e celebra a força e a importância do feminino na sociedade, neste ano, o festival traz shows de nomes como Luedji Luna, Anelis Assumpção, Mariana Aydar, As Baías, Funmilayo Afrobeat Orquestra, Clarianas e Josyara. Transmitido pelo canal do YouTube do Feminino, o Festival recebe ainda as performances da atriz e cantora Naruna Costa, da atriz Mel Lisboa e da slammer Kimani, entre outras atrações, como uma mostra de filmes, rodas de conversa e um mural que discute a violência contra a mulher, entregue à cidade de São Paulo no dia internacional da mulher, 8 de março. 

Shows e performances
Entre os dias 28 e 30 de abril, a programação tem início às 19h com debates sobre os filmes da mostra de cinema, sempre seguidos de uma intervenção artística inédita e de um show. A programação conta com as apresentações de Kimani e Luedji Luna (28), de Mel Lisboa e Mariana Aydar (29) e de Naruna Costa e das Baías (30 de abril).

Já no domingo de dia das mães, dia 09 de maio, a Funmilayo Afrobeat Orquestra abre a série de shows, às 13h, no topo de um edifício localizado no Centro da capital paulista, tendo a cidade de São Paulo como cenário inesquecível. As apresentações continuam com Clarianas (15h) e Josyara (17h). Anelis Assumpção fecha a programação do Festival Feminino com seu show às 19h.

Mural entregue à cidade de São Paulo
Oficialmente, o Festival Feminino tomou parte da cidade já na segunda-feira, 8 de março, dia internacional da mulher, quando um mural de 8m x 21m, discutindo a violência contra as mulheres, foi inaugurado em São Paulo. Criado pelas artistas Joana Lira e Kimani, o mural foi instalado na empena de um edifício localizado próximo ao Minhocão, na região central de São Paulo, incorporando-se assim a este museu a céu aberto que o local vem se tornando.

Com o apoio da Coral, por meio do Movimento Tudo de Cor, a iniciativa destaca o poder do feminino e está alinhada aos objetivos da AkzoNobel, empresa detentora da marca de tintas decorativas, de ser uma empresa ainda mais diversa e inclusiva. 

Pintado com 148 litros de tinta, com produção e execução Axé no Corre, o mural tem como inspiração o Manifesto Poético da slammer paulistana Kimani, representante do Brasil na Copa do Mundo de Poesia Falada na França (La coupe du monde de slam) e vencedora de campeonatos nacionais como Slam BR Slam Flup Rio, Slam SP e Slam BNDES, entre outros.

“Depois de 22 anos morando em SP, ter uma arte de denúncia pintada numa empena de prédio, fazendo parte da galeria a céu aberto do Minhocão, é um chamado a pertencer à cidade. Falo isso como mulher, como nordestina e como artista”, conta Joana Lira. “A obra foi criada em parceria com a poesia potente de Kimani e relata as violências, em graus diversos, que todo universo feminino sofre”, explica. “O manifesto vem de um desconforto que tenho com relação às violências que todos os dias as mulheres sofrem, seja esta explícita ou velada/ silenciosa. É importante romper com o silêncio, encontrar rede de apoio”, afirma Kimani.


Mostra de filmes e série
Parte da programação do Festival Feminino, uma mostra de filmes pretende debater o lugar do corpo feminino na sociedade. Os filmes estarão disponíveis para visualização gratuita, online, na plataforma da SPCinePlay e no Youtube do Quebrando o Tabu até o dia 30 de abril.

Rachel de Toledo Piza, curadora da mostra, diz que “com o aumento diário da violência contra a mulher em todas as esferas, mas principalmente da violência doméstica durante a pandemia, nota-se como é inseguro esse lugar casa e esse lugar corpo”. Ela ainda conta sobre a escolha dos temas das rodas de bate-papo: “Partindo da experiência do feminino, desdobramos três Corpos como lugar de fragilidade, luta, empoderamento e libertação: Corpo Delito, Corpo Político e Corpo Liberto”, conta.

No dia 28 de abril, a partir das 19h, a roda de conversa com o tema Corpo Delito, será focada no filme “Um Céu de Estrelas” (1996), que trouxe na década de 90 luz à questão da violência doméstica e do feminicídio sob uma perspectiva feminina. Sob o tema Corpo Delito, a diretora do filme, Tata Amaral, e a promotora de justiça, Gabriela Manssur, conversam sobre o momento atual, as conquistas das últimas décadas e a importância da forma como o corpo feminino é retratado no audiovisual para a mudança deste cenário. A mediação será da consultora e ativista em Direitos Humanos e Diversidade Mafoane Odara.

Para falar sobre o Corpo Político, na quinta-feira, dia 29 de abril, o festival contará com as deputadas estaduais Isa Penna e Robeyoncé Lima, com mediação de Isadora Brant, diretora da série documental “Eleitas – Mulheres na Política” (2020). A produção convida o espectador a um olhar ampliado para os movimentos de mulheres na América Latina a questionar o modelo vigente e a imaginar um mundo onde a paridade da representação feminina seja uma realidade. Neste caminho os corpos femininos que ocupam estes espaços se deparam com violência e a constante ameaça do feminicídio político.

Na sexta-feira, 30 de abril, o Corpo Liberto toma a roda de conversa, com o documentário “Que os olhos ruins não te enxerguem” (2019), de Roberto Maty. O filme se propõe a discutir a diversidade de gênero, classe e raça dentro da comunidade LGBTQIA+ através de personagens da periferia de São Paulo. Pegando carona nos bons olhos do documentário, a visão de libertação do olhar opressor para todos os corpos femininos ganha novos contornos com o encontro da comunicadora, historiadora e pesquisadora Giovanna Heliodoro com a fotógrafa Maria Ribeiro, dois corpos libertos por caminhos muito diferentes. 

“O Festival Feminino é mais um canal para que vozes potentes sejam amplificadas e ouvidas nesta trilha sem volta que é a luta pela igualdade de gênero e o respeito absoluto a diversidade”, diz Débora Ribeiro, idealizadora do Festival ao lado de Dani Godoy, que completa: “o Festival emprega uma equipe prioritariamente feminina, desde o quadro técnico até as artistas em destaque, criando assim representatividade do gênero em cargos ainda ocupados majoritariamente por homens, e consequentemente contribuindo para o processo de igualdade”. Mas as duas reforçam o conceito de que o projeto pretende despertar o feminino que existe e resiste em todes, sem nenhuma distinção, e que esta constatação, principalmente dos homens, nos levaria a um salto civilizatório importante.

A terceira edição do Festival Feminino conta com dois projetos distintos que se unem na intenção de reforçar sua potência. A programação dos dias 28 a 30 de abril é apresentada pelo Governo Federal, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e tem apoio do ProAC e da Lei Aldir Blanc. Já a programação do dia 09 de maio, também apresentada pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e apoiada pelo ProAC, tem patrocínio da AkzoNobel e Tintas Coral. O Festival é uma realização Ninas e conta com apoio cultural da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo.

“A Prefeitura de São Paulo apoia o Festival Feminino para impulsionar os debates sobre empreendedorismo, gastronomia, moda e turismo que impactam no desenvolvimento de políticas públicas e transformação social. Quanto mais o assunto estiver em discussão, mais avançaremos na igualdade de gênero em todas as camadas sociais”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo. “Apoiar a inserção da mulher no mercado de trabalho e na economia é movimentar cadeias produtivas e trazer mais diversidade para o ambiente profissional, justiça social e respeito aos direitos humanos”, completa.

A primeira edição do Festival Feminino aconteceu em 2018 e circulou por quatro capitais brasileiras com ingressos esgotados: no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com shows de Elza Soares, Pitty, As Bahias, Maria Gadú, Filipe Catto, Xênia França, Tulipa Ruiz, Anelis Assumpção, Tiê, Badi Assad, Fernanda Abreu e Iza.

Sua segunda edição, realizada em 2019, além de shows, contou com uma série de bate-papos com temas relevantes ligados ao feminino. O line up foi formado por Fabiana Cozza, Linn da Quebrada, Tiê e Orquídeas do Brasil.

Toda a programação será transmitida pelas páginas do Facebook e YouTube do Festival e apresentada por Patricia Palumbo.
 
FICHAS TÉCNICAS

Um Céu de Estrelas (1996)
Direção: Tata Amaral
Dur: 66 minutos
Ficção
Produção: Tangerina Entretenimento
Dalva, uma cabeleireira moradora do bairro da Mooca, em São Paulo, ganha em um concurso de penteados uma viagem a Miami. No dia de sua partida, seu ex-noivo invade a sua casa, transformando ela e sua idosa mãe em reféns de seu desespero.

Eleitas – Mulheres na Política (2020)
Direção: Isadora Brant
Coprodução: Quebrando o Tabu / Maria Farinha Filmes / Spray Content
Em três episódios de até 20 minutos de duração cada, “Eleitas – Mulheres na Política”, mostra a importância da presença de mulheres ao ocupar posição de poder e quão transformador pode ser abrir espaço para novas visões e vivências.

Ep. Paridade: mais mulheres na política
O que acontece quando o poder é dividido meio a meio entre homens e mulheres? As mulheres são a maioria da população no Brasil, mas só ocupam 15% do Congresso. É verdade que elas estão ocupando cada vez mais espaço. Mas ainda achamos pouco. Neste episódio, vamos conhecer como o México conseguiu alcançar a chamada paridade de gênero e vamos viajar por outros países latino-americanos para conhecer mulheres que estão usando a criatividade para contornar a falta de diversidade na política.

Ep. Violência política de gênero
Por que as mulheres enfrentam uma guerra desigual na política? A violência faz parte da história política na América Latina e as mulheres são as mais afetadas. Risadas, indiferença, censura, assédio e até feminicídios estão no caminho das mulheres no poder. Na Bolívia, Juana Guipe. No Brasil, Marielle Franco. Do Chile ao México, passando por Colômbia e Argentina, veremos como as mulheres se unem para enfrentar essas ameaças.

Ep. Mudança Cultural: mais mulheres na política
O que muda na política quando muitas mulheres ocupam o poder? As mulheres estão ocupando as ruas. E depois disso, não voltam para casa iguais. Lá, elas pautam a conversa na mesa do jantar e politizam a vida. Essa mudança cultural é potente e não tem pedido licença. Chegou para ficar.


Que Os Olhos Ruins Não Te Enxerguem
Direção: Roberto Maty
Dur: 74 minutos
Documentário
O documentário “Que os Olhos Ruins Não te Enxerguem” se propõe a discutir a diversidade de gênero, classe e raça dentro da comunidade LGBTQIA+ na cidade de São Paulo. São personagens percorrendo a metrópole ao mesmo tempo que narram suas vidas, seus sonhos e afetos.

SERVIÇO

Festival Feminino – 3ª Edição
Data: 28 a 30 de abril
          09 de maio
https://www.instagram.com/festival_feminino
https://www.facebook.com/ProjetoFeminino/


Programação
Quarta-feira, 28 de abril
A partir das 19h
Corpo Delito: roda de conversa a partir do filme “Um Céu de Estrelas”
Kimani
Luedji Luna

Quinta-feira, 29 de abril
A partir das 19h
Corpo Político: roda de conversa a partir da série “Eleitas”Mel Lisboa
Mariana Aydar

Sexta-feira, 30 de abril
A partir das 19h
Corpo Liberto: roda de conversa a partir do filme “Que os olhos ruins não te enxerguem”
Naruna
As Baías

Domingo, 09 de maio
13h00 – Funmilayo Afrobeat Orquestra
15h00 – Clarianas
17h00 – Josyara
19h00 – Anelis Assumpção

Classificação: livre
Intérprete de LIBRAS nas rodas de conversa

maxwelladmin

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