MV BILL LANÇA O DISCO “VOANDO BAIXO”, UMA CRÔNICA SOBRE O DESPERTAR DE UM BRASIL DESESTABILIZADO

MV BILL LANÇA O DISCO “VOANDO BAIXO”, UMA CRÔNICA SOBRE O DESPERTAR DE UM BRASIL DESESTABILIZADO

Doze faixas carregam crônicas autorais sobre injustiças sociais, falta de consciência e relações líquidas

Voando Baixo” é o novo álbum do MV Bill, uma crônica-rap sobre o cotidiano de um país desestabilizado, que propõe o despertar das periferias brasileiras. São doze faixas do “cria” da Cidade de Deus, uma das maiores comunidades do Rio de Janeiro, que endossam a indignação coletiva contra governabilidade, injustiças sociais, relações líquidas e falta de consciência.

O 12º disco do rapper, que também é ator, escritor e ativista social, transita pelo political hip hop, com referências do blues e jazz. “Quis estar mais próximo das pessoas comuns e quando você dá um voo rasante, você fica conectado com a realidade delas”, reflete MV Bill. Já o conceito é amparado na coletividade. “As pessoas em casa precisam de alento, que também pode vir da música. Talvez o conforto esteja no meu trabalho. Quero entregar uma experiência que possa mobilizar pessoas para uma vida melhor”, acrescenta.

Algumas das participações especiais são os rappers Kmila CDD, Nocivo Shomon (SP), ADL (RJ), Stefanie (SP) e Bob do Contra (SP), além do DJ Luciano Rocha (SP). “Voando Baixo” é uma produção executiva e fonográfica da MV Bill Produções Artísticas; distribuída pela ONErpmcom produção musical, mixagem e masterização do DJ Caique (exceto a faixa “Milicítico”, assinada por Tibery”)e capa da Pomo Estúdio.

FAIXA A FAIXA “VOANDO BAIXO”, POR MV BILL

1. Esgrima

(MV Bill / DJ Caique)

“Esporte que simboliza a luta, o espírito do disco. A faixa é um apanhado de entrevistas importantes que concedi, com samples de Marília Gabriela, Faustão e Pedro Bial. Refresco a memória de quem não se lembra ou não sabe da minha trajetória midiática”.

2. Bocejo

(MV Bill / DJ Caique)

“Descrevo uma pessoa num barco rodeado por lama ao invés do mar azul, para conclamar o grande despertar coletivo. É a única salvação possível para uma nação que só afunda”.

3. Nóiz Mermo – participação ADL/Além da Loucura

(MV Bill / ADL / DJ Caique)

“A letra expressa a indignação coletiva com a gestão pública e as consequências na política social do Brasil. Quem está ao lado do povo, fazendo por ele, é o próprio povo. O nome da faixa é um gíria sobre auto-representação muito conhecida das comunidades”.

4. Nossa Lei – part. Kmila CDD e Stefanie

(MV Bill / Kmila CDD/ Stefanie/ DJ Caique)

“Nessa eu divido os vocais com dois talentos femininos do rap – minha irmã Kmila CDD, que já participou de vários trabalhos meus e tem uma voz muito marcante, e a outra é a rapper Stefanie de Santo André (SP), que tem um flow único e forte. As nossas três vozes juntas mostram o poder e o tamanho da nossa força, da Nossa Lei.”

5. Milicítico – part. Bob do Contra

(MV Bill / Tibery / Bob do Contra)

“Indignação coletiva perante a atual governabilidade brasileira, que traz à tona injustiças sociais, violências, apatias e desigualdades. Uma das músicas com discurso mais forte, força instrumental, suavidade no refrão e agressividade na letra”.

6. Essência

(MV Bill / DJ Caique)

“Trago quatro mulheres da Cidade de Deus, que exaltam a sagacidade de suas origens e potência vocal. Três delas me carregaram no colo e uma estudou comigo”.

7. Sintonia Real – part. Filiph Neo

(MV Bill / DJ Caique / Filiph Neo)

“Explora a sintonia física, carnal e picante, importante para uma relação entre casais, sem se prender em clichês”.

8. Última Forma – part. Cristina

(MV Bill / DJ Caique)

 “Fala justamente quando o casal só tem a sintonia sexual e não tem a objetividade de construir um futuro. Cristina, minha vizinha na Cidade de Deus, mostra a indignação feminina em uma atuação vocal”. 

9. No Calor da Emoção – part. Marrom

(MV Bill / DJ Caique)

“Quando a pessoa recebe a notícia de que ela não faz mais parte dos planos do seu parceiro e cai na dor de cotovelo. Chamei o Marrom, ex vocalista da banda RZO, para uma pegada rap com elementos de jazz e blues”.

10. Rasante – part. DJ Luciano

(MV Bill / DJ Caique)

 “Uma alusão ao título do disco. É como se eu tivesse passando de carro com microfone e alto-falantes atrás vendo as mazelas do Brasil na paisagem das favelas. No refrão, fui nos primórdios do hip hop. O DJ Luciano faz scratches com colagens de outras músicas minhas ao mesmo tempo dialogando com o que canto.

11. Voz de Cria – part. Kmila CDD e Nocivo Shomon

(MV Bill / DJ Caique / Nocivo Shomon / Kmila CDD)

“Como pessoas de dentro, temos nossos protocolos para não cair na vacilação. Nosso vacilômetro está sempre alerta para não dar mole, porque a gente é cria. Conto com os vocais poderosos da Kmilla e a lírica do Nocivo Shomon”.

12. Muito obrigado – RIP

(MV Bill / DJ Caique)

“Última faixa do disco e a que escrevi dentro do estúdio. Deixei a batida rolando, enquanto me lembrei das pessoas que se foram e acabaram esquecidas. Queria agradecer a todos que me ajudaram e não estão mais aqui. Falo alguns nomes que vieram na minha cabeça do Brasil e dos Estados Unidos, nossa referência no rap”.

maxwelladmin

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