SEXTA: As Baías e Naruna Costa fecham primeira parte do Festival Feminino

SEXTA: As Baías e Naruna Costa fecham primeira parte do Festival Feminino

Adiada por conta das medidas de restrição em função da COVID-19, terceira edição de festival será realizada em duas datas: entre os dias 28 e 30 de abril, com shows de Luedji Luna, Mariana Aydar e As Baías, entre outros;  e em 09 de maio, dia das mães, com shows de Anelis Assumpção, Orquestra Funmilayo, Clarianas e Josyara. Programação tem ainda mostra de filmes, rodas de conversa e performances

A terceira noite do Festival Feminino acontece nesta sexta-feira, 30 de abril, a partir das 19h, trazendo ao público uma performance de Naruna Costa, além de um show do grupo As Baías.

A noite começa com a roda de conversa Corpo Liberto, inspirada no documentário “Que os olhos ruins não te enxerguem” (2019), de Roberto Maty. O filme se propõe a discutir a diversidade de gênero, classe e raça dentro da comunidade LGBTQIA+ através de personagens da periferia de São Paulo. A visão de libertação do olhar opressor para todos os corpos femininos ganha novos contornos com o encontro da comunicadora, historiadora e pesquisadora Giovanna Heliodoro com a fotógrafa Maria Ribeiro, mediado pela gestora de comunicação, Dríade Aguiar – três corpos libertos por caminhos muito diferentes.

A atriz, cantora e diretora Naruna Costa se apresenta logo em seguida, com uma performance especial. As Baías fazem o show de encerramento da noite, marcando também o fim da primeira parte do Festival Feminino 2021.


A terceira edição do Festival Feminino será realizada em duas etapas: entre os dias 28 e 30 de abril, e no dia 09 de maio, marcando o domingo de Dia das Mães. Inicialmente prevista para a primeira semana do mês de março, abrindo a programação cultural do Dia Internacional da Mulher, a realização do festival foi adiada devido ao aumento das restrições do Plano São Paulo de combate à COVID-19.

Evento que discute e celebra a força e a importância do feminino na sociedade, neste ano, o festival traz shows de nomes como Luedji Luna, Anelis Assumpção, Mariana Aydar, As Baías, Funmilayo Afrobeat Orquestra, Clarianas e Josyara. Transmitido pelo canal do YouTube do Feminino, o Festival recebe ainda as performances da atriz e cantora Naruna Costa, da atriz Mel Lisboa e da slammer Kimani, entre outras atrações, como uma mostra de filmes, rodas de conversa e um mural que discute a violência contra a mulher, entregue à cidade de São Paulo no dia internacional da mulher, 8 de março. 

Shows e performances
Entre os dias 28 e 30 de abril, com apresentação da cantora Tiê, a programação tem início às 19h com debates sobre os filmes da mostra de cinema, sempre seguidos de uma intervenção artística inédita e de um show. A programação conta com as apresentações de Kimani e Luedji Luna (28), de Mel Lisboa e Mariana Aydar (29) e de Naruna Costa e das Baías (30 de abril).

Já no domingo de dia das mães, dia 09 de maio, a Funmilayo Afrobeat Orquestra abre a série de shows, às 13h, no topo de um edifício localizado no Centro da capital paulista, tendo a cidade de São Paulo como cenário inesquecível. As apresentações continuam com Clarianas (15h) e Josyara (17h). Anelis Assumpção fecha a programação do Festival Feminino com seu show às 19h. A apresentação será da jornalista Patricia Palumbo.

Mural entregue à cidade de São Paulo
Oficialmente, o Festival Feminino tomou parte da cidade já na segunda-feira, 8 de março, dia internacional da mulher, quando um mural de 8m x 21m, discutindo a violência contra as mulheres, foi inaugurado em São Paulo. Criado pelas artistas Joana Lira e Kimani, o mural foi instalado na empena de um edifício localizado próximo ao Minhocão, na região central de São Paulo, incorporando-se assim a este museu a céu aberto que o local vem se tornando.

Com o apoio da Coral, por meio do Movimento Tudo de Cor, a iniciativa destaca o poder do feminino e está alinhada aos objetivos da AkzoNobel, empresa detentora da marca de tintas decorativas, de ser uma empresa ainda mais diversa e inclusiva. 


Pintado com 148 litros de tinta, com produção e execução Axé no Corre, o mural tem como inspiração o Manifesto Poético da slammer paulistana Kimani, representante do Brasil na Copa do Mundo de Poesia Falada na França (La coupe du monde de slam) e vencedora de campeonatos nacionais como Slam BR Slam Flup Rio, Slam SP e Slam BNDES, entre outros.


Mostra de filmes e série
Parte da programação do Festival Feminino, uma mostra de filmes pretende debater o lugar do corpo feminino na sociedade. Os filmes estarão disponíveis para visualização gratuita, online, na plataforma da SPCinePlay e no Youtube do Quebrando o Tabu até o dia 30 de abril.

Rachel de Toledo Piza, curadora da mostra, diz que “com o aumento diário da violência contra a mulher em todas as esferas, mas principalmente da violência doméstica durante a pandemia, nota-se como é inseguro esse lugar casa e esse lugar corpo”. Ela ainda conta sobre a escolha dos temas das rodas de bate-papo: “Partindo da experiência do feminino, desdobramos três Corpos como lugar de fragilidade, luta, empoderamento e libertação: Corpo Delito, Corpo Político e Corpo Liberto”, conta.

No dia 28 de abril, a partir das 19h, a roda de conversa com o tema Corpo Delito, será focada no filme “Um Céu de Estrelas” (1996), que trouxe na década de 90 luz à questão da violência doméstica e do feminicídio sob uma perspectiva feminina. Sob o tema Corpo Delito, a diretora do filme, Tata Amaral, e a promotora de justiça, Gabriela Manssur, conversam sobre o momento atual, as conquistas das últimas décadas e a importância da forma como o corpo feminino é retratado no audiovisual para a mudança deste cenário. A mediação será da consultora e ativista em Direitos Humanos e Diversidade Mafoane Odara.

Para falar sobre o Corpo Político, na quinta-feira, dia 29 de abril, o festival contará com as deputadas estaduais Isa Penna e Robeyoncé Lima, com mediação de Isadora Brant, diretora da série documental “Eleitas – Mulheres na Política” (2020). A produção convida o espectador a um olhar ampliado para os movimentos de mulheres na América Latina a questionar o modelo vigente e a imaginar um mundo onde a paridade da representação feminina seja uma realidade. Neste caminho os corpos femininos que ocupam estes espaços se deparam com violência e a constante ameaça do feminicídio político.

Na sexta-feira, 30 de abril, o Corpo Liberto toma a roda de conversa, com o documentário “Que os olhos ruins não te enxerguem” (2019), de Roberto Maty. O filme se propõe a discutir a diversidade de gênero, classe e raça dentro da comunidade LGBTQIA+ através de personagens da periferia de São Paulo. Pegando carona nos bons olhos do documentário, a visão de libertação do olhar opressor para todos os corpos femininos ganha novos contornos com o encontro da comunicadora, historiadora e pesquisadora Giovanna Heliodoro com a fotógrafa Maria Ribeiro, mediado pela gestora de comunicação, Dríade Aguiar – três corpos libertos por caminhos muito diferentes. 


“O Festival Feminino é mais um canal para que vozes potentes sejam amplificadas e ouvidas nesta trilha sem volta que é a luta pela igualdade de gênero e o respeito absoluto a diversidade”, diz Débora Ribeiro, idealizadora do Festival ao lado de Dani Godoy, que completa: “o Festival emprega uma equipe prioritariamente feminina, desde o quadro técnico até as artistas em destaque, criando assim representatividade do gênero em cargos ainda ocupados majoritariamente por homens, e consequentemente contribuindo para o processo de igualdade”. Mas as duas reforçam o conceito de que o projeto pretende despertar o feminino que existe e resiste em todes, sem nenhuma distinção, e que esta constatação, principalmente dos homens, nos levaria a um salto civilizatório importante.

A terceira edição do Festival Feminino conta com dois projetos distintos que se unem na intenção de reforçar sua potência. A programação dos dias 28 a 30 de abril é apresentada pelo Governo Federal, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e tem apoio do ProAC e da Lei Aldir Blanc. Já a programação do dia 09 de maio, também apresentada pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e apoiada pelo ProAC, tem patrocínio da AkzoNobel e Tintas Coral. O Festival é uma realização Ninas e conta com apoio cultural da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo.

“A Prefeitura de São Paulo apoia o Festival Feminino para impulsionar os debates sobre empreendedorismo, gastronomia, moda e turismo que impactam no desenvolvimento de políticas públicas e transformação social. Quanto mais o assunto estiver em discussão, mais avançaremos na igualdade de gênero em todas as camadas sociais”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo. “Apoiar a inserção da mulher no mercado de trabalho e na economia é movimentar cadeias produtivas e trazer mais diversidade para o ambiente profissional, justiça social e respeito aos direitos humanos”, completa.

Toda a programação será transmitida pelas páginas do Facebook e YouTube do Festival. 

FICHAS TÉCNICAS

Um Céu de Estrelas (1996)
Direção: Tata Amaral
Dur: 66 minutos
Ficção
Produção: Tangerina Entretenimento
Dalva, uma cabeleireira moradora do bairro da Mooca, em São Paulo, ganha em um concurso de penteados uma viagem a Miami. No dia de sua partida, seu ex-noivo invade a sua casa, transformando ela e sua idosa mãe em reféns de seu desespero.

Eleitas – Mulheres na Política (2020)
Direção: Isadora Brant
Coprodução: Quebrando o Tabu / Maria Farinha Filmes / Spray Content
Em três episódios de até 20 minutos de duração cada, “Eleitas – Mulheres na Política”, mostra a importância da presença de mulheres ao ocupar posição de poder e quão transformador pode ser abrir espaço para novas visões e vivências.

Ep. Paridade: mais mulheres na política
O que acontece quando o poder é dividido meio a meio entre homens e mulheres? As mulheres são a maioria da população no Brasil, mas só ocupam 15% do Congresso. É verdade que elas estão ocupando cada vez mais espaço. Mas ainda achamos pouco. Neste episódio, vamos conhecer como o México conseguiu alcançar a chamada paridade de gênero e vamos viajar por outros países latino-americanos para conhecer mulheres que estão usando a criatividade para contornar a falta de diversidade na política.

Ep. Violência política de gênero
Por que as mulheres enfrentam uma guerra desigual na política? A violência faz parte da história política na América Latina e as mulheres são as mais afetadas. Risadas, indiferença, censura, assédio e até feminicídios estão no caminho das mulheres no poder. Na Bolívia, Juana Guipe. No Brasil, Marielle Franco. Do Chile ao México, passando por Colômbia e Argentina, veremos como as mulheres se unem para enfrentar essas ameaças.

Ep. Mudança Cultural: mais mulheres na política
O que muda na política quando muitas mulheres ocupam o poder? As mulheres estão ocupando as ruas. E depois disso, não voltam para casa iguais. Lá, elas pautam a conversa na mesa do jantar e politizam a vida. Essa mudança cultural é potente e não tem pedido licença. Chegou para ficar.


Que Os Olhos Ruins Não Te Enxerguem
Direção: Roberto Maty
Dur: 74 minutos
Documentário
O documentário “Que os Olhos Ruins Não te Enxerguem” se propõe a discutir a diversidade de gênero, classe e raça dentro da comunidade LGBTQIA+ na cidade de São Paulo. São personagens percorrendo a metrópole ao mesmo tempo que narram suas vidas, seus sonhos e afetos.

SERVIÇO

Festival Feminino – 3ª Edição
Data: 28 a 30 de abril
          09 de maio
https://www.instagram.com/festival_feminino
https://www.facebook.com/ProjetoFeminino/
Programação
Quarta-feira, 28 de abril
A partir das 19h
Corpo Delito: roda de conversa a partir do filme “Um Céu de Estrelas”
Kimani
Luedji Luna

Quinta-feira, 29 de abril
A partir das 19h
Corpo Político: roda de conversa a partir da série “Eleitas”
Mel Lisboa
Mariana Aydar

Sexta-feira, 30 de abril
A partir das 19h
Corpo Liberto: roda de conversa a partir do filme “Que os olhos ruins não te enxerguem”
Naruna Costa
As Baías

Domingo, 09 de maio
13h00 – Funmilayo Afrobeat Orquestra
15h00 – Clarianas
17h00 – Josyara
19h00 – Anelis Assumpção

Classificação: livre
Intérprete de LIBRAS nas rodas de conversa

maxwelladmin

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